sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Rito de Ordenação Episcopal - Monsenhor Anthony Fernando.


PROCISSÃO DE ENTRADA

I. Chegando ao altar e feita a devida reverência, o celebrante beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.

Pres: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ass: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:

Pres: A paz esteja convosco.
Ass: O amor de Cristo nos uniu.

ATO PENITENCIAL

Pres: No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai. 

Independente do modo usado, após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:


Pres: Confessemos os nossos pecados:
Ass: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, *batendo no peito* por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor. 

Segue-se a absolvição sacerdotal:


Pres: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass: Amém.

II. Seguem-se as invocações:

Pres: Senhor, tende piedade de nós. 
Ass: Senhor, tende piedade de nós. 

Pres: Cristo, tende piedade de nós. 
Ass: Cristo, tende piedade de nós. 

Pres: Senhor, tende piedade de nós. 
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

HINO DE LOUVOR

Pres: Louvemos ao Senhor, com cânticos e querubins! 
Ass: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso, nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!

ORAÇÃO DO DIA

III. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:Pres: Oremos.

E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o sacerdote abrindo os braços reza a oração;

Ó Deus, pastor eterno, que governais o vosso povo com providente solicitude e quisestes associar ao ministério episcopal o vosso servo presbítero Anthony Fernando, concedei que, pela santidade da sua vida, seja em toda a parte verdadeira testemunha de Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.
Ass: Amém.

IV. O leitor, do ambão, prossegue com as leituras que já foram escolhidas pelo celebrante.

PRIMEIRA LEITURA.
Leitura do Profeta Jeremias.Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás.Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca.
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass: Graças á Deus.
SALMO RESPONSORIAL.
Ass: Tu, Tu és sacerdote pra sempre, Tu és sacerdote pra sempre,
segundo a ordem de Melquisedec!



Disse o Senhor ao meu Senhor: "Vem assentar-te à minha direita,
pois eu farei de teus inimigos o escabelo de teus pés".
Ass: Tu, Tu és sacerdote pra sempre, Tu és sacerdote pra sempre,segundo a ordem de Melquisedec!

Desde Sião o Senhor fará, fará crescer o poder do teu cetro,
por toda a terra tu reinarás, tu vencerás os teus inimigos.
Ass: Tu, Tu és sacerdote pra sempre, Tu és sacerdote pra sempre,segundo a ordem de Melquisedec!

"Príncipe és desde o teu nascimento; todas as honras pertencem a Ti.
Eu te gerei antes da aurora". O Senhor jurou e não desmentirá.
Ass: Tu, Tu és sacerdote pra sempre, Tu és sacerdote pra sempre,segundo a ordem de Melquisedec!

À tua direita está o Senhor. Ele, em sua ira, esmagará os reis.
Em seu caminho beberá da torrente, e por isso levantará a fronte.
Ass: Tu, Tu és sacerdote pra sempre, Tu és sacerdote pra sempre,segundo a ordem de Melquisedec!

SEGUNDA LEITURA.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.
Irmão, eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejando uma função sublime. Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar. Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade.

Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?
Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio. Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas. Sim, é tão sublime - unanimemente o proclamamos - o mistério da bondade divina: manifestado na carne, justificado no Espírito, visto pelos anjos, anunciado aos povos, acreditado no mundo, exaltado na glória!
Leitor: Palavra do Senhor.
ASS: Graças á Deus.

EVANGELHO.

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:

Diác ou Sac: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.

O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:

Diác ou Sac: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.

Naquele tempo, tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?  
Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo.  Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo.  

Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me?  Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. 
Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

Diác ou Sac: Palavra da Salvação.
Ass: Glória a vós, Senhor.

V. Terminada a proclamação, o livro dos evangelhos sejam depositado sobre o altar.

SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO

VI. Estando todos de pé, e sem mitra, segundo alguma das fórmulas abaixo, canta-se o Veni Creator Spiritus.

ASS: Veni Creator Spiritus, Mentes tuorum visita,
Imple superna gratia, Quae tu creasti, pectora.

Qui diceris Paraclitus, Altissimi donum Dei,
Fons vivus, ignis, caritas, Et spiritalis unctio.

Tu septiformis munere, Digitus Paternae dexterae,
Tu rite promissum Patris, Sermone ditans guttura.

Accende lumen sensibus, Infunde amorem cordibus,
Infirma nostri corporis, Virtute firmans perpeti.

Hostem repellas longius, Pacemque dones protinus;
Ductore sic te praevio, Vitemus omne noxium.

Per te sciamus da Patrem Noscamus atque Filium;
Teque utriusque Spiritum Credamus omni tempore.

Deo Patri sit gloria, Et Filio, qui a mortuis
Surrexit, ac Paraclito In saeculorum saecula.

Amen.

VII. Em seguida, o bispo ordenante principal e os outros Bispos ordenantes, se for preciso, aproximam-se das cadeiras preparadas para a Ordenação. Todos se assentam.

APRESENTAÇÃO DO ELEITO

VIII. O eleito é conduzido pelos Presbíteros assistentes (se houverem) até em frente do Bispo ordenante principal, ao qual faz uma reverência. Um dos presbíteros assistentes, ou outro presbítero, fala ao Bispo ordenante principal com estas palavras:

Sacerdote: Reverendíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja Católica pede que ordeneis para o Ministério episcopal o Presbítero Anthony Fernando de Oliveira Silva.
Pres: Tens o mandato apostólico?

Sacerdote: Aqui o temos.

Pres: Proceda-se à sua leitura.
Chanceler: 
 
IOANNES, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI

 Ao querido filho Anthony Fernando, até aqui presbítero na arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, eleito Bispo Auxiliar para esta mesma arquidiocese, saúde e bênção apostólica.

Nós que da sagrada sede de Roma, somos revestidos da autoridade de ordenar e unir a toda a Igreja na caridade, voltamos o olhar a ti querido filho, dada tua grande disponibilidade pastoral, teu afável cuidado com o rebanho do Senhor e grande zelo com as coisas sagradas. Aparentando-nos idôneo para o exercício do sumo ministério e bastantemente capaz para os cuidados próprios do múnus episcopal. 

Assim, tendo nós, acolhido de maneira positiva o parecer da Congregação para os Bispos e usando de nossa suprema autoridade apostólica, te nomeamos bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, de modo que também concedemos-te o titulo di Fiorentino, ao que te recobrimos com todos os direitos e prerrogativas próprios do sagrado múnus episcopal. 
Concedemos-te pois, que recebas válida e licitamente a ordenação de qualquer bispo católico fora dos muros da cidade de Roma, sendo porém, antes observadas as normas liturgicas e canônicas e feito o juramento devido de lealdade a nós e aos nossos sucessores. Deste momento, deverá emanar as devidas atas das quais deverão ser encaminhadas a nunciatura apostólica e a sede da prefeitura para os bispos, a santa sé.

Finalmente, ao que concerne teu ministério, deixa-te inflamar-se de caridade e diligência pastoral, principalmente com aqueles que mais hão de necessitar de tua assistência pastoral, não permitindo-te esquecer que, "cada um deva distribuir os dons que receberam como fieis dispensadores da graça" (Cf. 1Pe) sendo sempre sinal de incentivo a Virgem Maria, mãe da Igreja Universal. 

Dado em Roma, no dia XXVI do mês XII do ano do Senhor de MMXVIII, Primeiro do nosso pontificado.

+ IOANNES PP. II  
PONTIFEX MAXIMUS

Terminada a leitura, todos concordam com a eleição do Bispo, dizendo:
Ass: Graças a Deus.

HOMILIA.
IX. Neste momento, o bispo presidente da celebração ou o designado faz a homilia a qual fala ao clero, ao povo e ao eleito sobre o ministério do Bispo, iniciando com base no texto das leituras feitas na Liturgia da Palavra. 

PROPÓSITO DO ELEITO

X. Após a homilia, só o eleito se levanta e permanece de pé diante do Bispo ordenante principal, que o interroga com estas palavras:

Pres: Conforme o costume dos Santos Padres, aquele que é escolhido para Bispo deve ser interrogado diante do povo, quanto a fé e sua futura missão.


Assim, caríssimo irmão, queres desempenhar até a morte a missa que nos foi confiada pelos Apóstolos, e que, por imposição de nossas mãos, te será transmitida com a graça do Espírito Santo ? 

Eleito: Quero.

Pres: Queres anunciar o Evangelho de Cristo com fidelidade e perseverança ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres conservar em sua pureza e integridade o tesouro da fé, tal como foi recebido dos Apóstolos e transmitido na Igreja, sempre e em toda parte ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres edificar a Igreja, corpo de Cristo, e permanecer na sua unidade com o Colégio dos Bispos, sob a autoridade do sucessor do Apóstolo Pedro ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres obedecer fielmente ao sucessor do Apóstolo Pedro ?
Eleito: Quero.


Pres: Queres, com teus colaboradores, presbíteros e diáconos, cuidar do povo de Deus com amor de pai e dirigi-lo no caminho da salvação ?
Eleito: Quero.


Pres: Queres, por amor a Deus, mostrar-te afável e misericordioso para com os pobres e peregrinos e todos os necessitados ?
Eleito: Quero.

Pres: Como bom pastor, queres procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do Senhor ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres orar incessantemente pelo povo de Deus e desempenhar com fidelidade a missão do sumo sacerdócio ?
Eleito: Quero, com a graça de Deus.

Pres: Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais a perfeição.

LADAINHA DE TODOS OS SANTOS
XI. Os Bispos tiram a mitra e todos se levantam. O Bispo ordenante principal, de pé, com as mãos postas, voltado para o povo, diz a invocação:
Pres: Oremos, irmãos e irmãs, para que Deus todo-poderoso derrame com largueza a sua graça sobre este servo, escolhido para o serviço da Igreja.
XII. Aquele que for conduzir a ladainha, pode convidar o povo, dizendo: 
Ajoelhemo-nos. 
E todos se ajoelham.

27. Inicia-se a Ladainha de todos os Santos, segundo alguma das fórmulas abaixo:

Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.
Ass: Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Santa Maria, mãe de Deus.
Ass: Rogai por nós.

São Miguel e Santos Anjos.Ass: Rogai por nós.

São João Batista e São José.
Ass: Rogai por nós.

São Pedro e São Paulo.
Ass: Rogai por nós.

Santo André e São Tiago Menor.Ass: Rogai por nós.

São João e São Tomé.Ass: Rogai por nós.

São Tiago Maior e São Filipe.
Ass: Rogai por nós.

São Bartolomeu e São Mateus.
Ass: Rogai por nós.

São Simão e São Tadeu.Ass: Rogai por nós.

São Matias e Santa Maria Madalena.Ass: Rogai por nós.

Santo Estevão.
Ass: Rogai por nós.

São Lourenço e 
Santa Inês.
Ass: Rogai por nós.

Santa Perpetua e Santa Felicidade.Ass: Rogai por nós.

São Gregório e Santo Atanásio.
Ass: Rogai por nós.

Santo Agostinho e São Bento.
Ass: Rogai por nós.

São Basílio e São Martinho.
Ass: Rogai por nós.

São Francisco e São Domingos.Ass: Rogai por nós.

São Francisco Xavier e São João Maria Vianney.Ass: Rogai por nós.

Santa Catarina de Sena e Santa Teresa de Jesus.Ass: Rogai por nós.

Todos os Santos e Santas de Deus.Ass: Rogai por nós.

Sede-nos Propício.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que nos livreis de todo mal, de todo pecado e da morte eterna.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Pela Vossa encarnação, morte e ressurreição. Pela efusão do Espírito Santo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Apesar de nossos pecados. Para que vos digneis conduzir e proteger a vossa Igreja.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis conservar no vosso santo serviço, o Papa, os Bispos e todo o clero.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis abençoar santificar e consagrar este Eleito.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis conceder a todos os povos a paz e a verdadeira concórdia.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis manifestar a vossa misericórdia a todos que sofrem tribulações.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Para que vos digneis conservar-nos e confortar-nos no vosso santo serviço.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Jesus, Filho do Deus vivo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.

Cristo, ouvi-nos.
Ass: Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos.
Ass: Cristo, atendei-nos.

XIII. Terminada a ladainha, só o Ordenante principal, de pé, com as mãos estendidas diz:

Pres: Atendei, ó Pai, as nossas súplicas para que, ao derramardes sobre este vosso servo a plenitude da graça sacerdotal, desça sobre ele a força da vossa bênção. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.

XIV. Se estiverem ajoelhados, o diácono diz: 
Levantai-vos. 
E todos se levantam.

IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E PRECE DE ORDENAÇÃO

XV. O eleito se levanta, aproxima-se do Bispo ordenante principal, que está de pé diante da cátedra, com mitra, e ajoelha-se diante dele.
XVI. Em silêncio o Bispo ordenante principal impõe as mãos sobre a cabeça do eleito. Depois dele, os outros Bispos co-ordenantes principais, impõem as mãos ao eleito. Os demais Bispos presentes impõem as mãos ao eleito, os Bispos permaneçam do lado do Bispo ordenante principal, até que se termine a Prece de Ordenação, mas de tal modo que sejam vistos por todos os fiéis. 
XVII. Em seguida, o Bispo ordenante principal recebe do diácono o evangeliário e o coloca aberto sobre a cabeça do eleito; dois diáconos, ou dois presbíteros, de pé, um à direita e outro à esquerda do eleito, seguram o evangeliário sobre a cabeça dele até o fim da Prece de Ordenação.
XVIII. Tendo o Bispo eleito ajoelhado à sua frente, o Bispo ordenante principal, com os outros Bispos ao seu lado, todos sem mitra, e de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:
Pres: Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação, Vós habitais no mais alto dos céus, e voltais o vosso olhar para os humildes; conheceis todas as coisas antes que aconteçam pela vossa palavra estabelecestes leis na Igreja; e escolhestes desde o principio um povo santo, descendente de Abraão, dando-lhes chefes e sacerdotes, e, jamais deixastes sem ministros o vosso santuário, porque, desde o princípio, quisestes ser glorificado em vossos Eleitos.

XIX. A parte da Prece de Ordenação que segue é proferida por todos os Bispos ordenantes, de mãos unidas, mas em voz baixa, de modo que a voz do Bispo ordenante principal, possa claramente ser ouvida.
Enviai agora sobre este Eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja em toda a parte, como vosso templo, para gloria e perene louvor do vosso nome.

XX. O Bispo ordenante principal, continua sozinho: 
Ó Pai, que conheceis os corações, concedei que este vosso servo, escolhido para Bispo, apascente o vosso rebanho e exerça, de modo irrepreensível, a plenitude do sacerdócio.
Que ele vos sirva dia e noite, intercedendo junto a vós pelo seu povo, e oferecendo os dons da vossa Igreja.
Pela força do Espírito Santo, que a plenitude do sacerdócio lhe comunica, concedei-lhe o poder de perdoar os pecados segundo o vosso mandamento, ele ele distribua os ministérios segundo o vosso preceito, e desligue todo o vínculo conforme o poder dado aos Apóstolos.
Pela mansidão e pureza de coração, que ele seja para vós oferenda agradável por vosso Filho, Jesus Cristo. 
Por ele, ó Pai, recebeis com o Espírito Santo a glória, o poder e a honra na Igreja santa, agora e para sempre.
Ass: Amém.


XXI. Terminada a Prece de Ordenação, os Diáconos retiram o evangeliário que seguravam sobre a cabeça do Bispo ordenado, e um deles conserva o evangeliário até que seja entregue ao Ordenado. Todo se sentam. O Ordenante principal e os demais Bispos põem a mitra.


UNÇÃO DA CABEÇA E 
ENTREGA DO LIVRO DOS EVANGELHOS E DAS INSÍGNIAS

XXII. O Bispo sagrante principal, revestido de gremial branco, recebe de um dos Diáconos o frasco com óleo do Crisma e unge a cabeça do Ordenado ajoelhado diante dele, dizendo: 
Pres: Deus, que te fez participar da plenitude do sacerdócio de Cristo, derrame sobre ti o bálsamo da unção, enriquecendo-te com a bênção da fecundidade espiritual. 

XXIII. Ao terminar a unção, o Bispo ordenante principal pode lavar as mãos.
XXIV. O Bispo ordenante principal recebendo do diácono o Evangeliário, entrega-o ao Bispo ordenado, dizendo:
Pres: Recebe o Evangelho e anuncia a palavra de Deus com toda a constância e desejo de ensinar.

XXV. Após o Bispo ordenado receber o evangeliário, o entrega ao diácono que o leva a credência ou ao ambão.
XXVI. O Bispo ordenante principal, põe o anel no dedo anular da mão direita do Bispo ordenado, dizendo: 
Pres: Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus.

XXVII. Em seguida, o Bispo ordenante principal impõe a mitra ao Bispo ordenado, dizendo:

Pres: Recebe a mitra e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que quando vier o Príncipe dos pastores, mereças receber a imarcescível coroa da glória.

XXVIII. Por fim, entrega-lhe o báculo pastoral, dizendo:
Pres: Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo a fim de apascentares a Igreja de Deus.

XXIX. Todos se levantam. a ordenação se realiza na igreja própria do ordenado, o ordenante principal convida-o a sentar-se na cátedra e senta-se à sua direita. Se, porém, a ordenação não realizou-se na igreja própria do ordenado (sua catedral), o Ordenante principal convida-o a ocupar o primeiro lugar entre os Bispos concelebrantes.
XXX. Finalmente, tendo deposto o báculo, o Ordenado se levanta e recebe a saudação da paz do Ordenante principal e todos os Bispos.

XXXI. Se oportuno neste momento escolha-se um canto apropriado.

PROFISSÃO DE FÉ

XXII. A Missa prossegue como de costume. Diz-se a Profissão de fé, conforme as rubricas; omitem-se as Preces comunitárias.

Ass: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; 
(Todos se inclinam)
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, 
(Todos erguem-se)
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém

OFERTÓRIO

XXIII. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o missal.

XXXIV. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucarística, ou outros dons para o auxílio da comunidade e dos pobres.

XXXV. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:

Pres: Bendito sejais, senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Ass: Bendito seja Deus para sempre!

XXXVI. Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d´água no cálice, rezando em silêncio:

Pres: Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

XXXVII. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:

Pres: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da Vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Vinho da Salvação.
Ass: Bendito seja Deus para sempre!

Coloca o cálice sobre o corporal.

XXXVIII. O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:

De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

XXXIX. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

XL. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

XLI. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:

Pres:  Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu 
nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas;

Pres: Sejam do vosso agrado, ó Deus, estas oferendas, que vos apresentamos em favor da vossa Igreja e deste vosso servo, e revesti com as virtues apostólicas para o bem de sua Igreja aquele que do meio do povo escolhestes para Bispo. Por Cristo, nosso Senhor.

PREFÁCIO
O SACERDÓCIO DE CRISTO E O MINISTÉRIO SACERDOTAL

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres: Corações ao alto.
Ass: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar,  Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo - poderoso.  Pela unção do Espírito Santo, constituístes vosso Filho unigênito Pontífice da nova e eterna aliança. E estabelecestes que seu único sacerdócio se perpetuasse na Igreja.

Por isso, vosso Filho, Jesus Cristo, enriqueceu a Igreja com um sacerdócio real. E, com bondade fraterna, escolhe homens que, pela imposição das mãos, participem do seu ministério sagrado. Em nome de Cristo, estes renovam para nós o sacrifício da redenção humana, servindo aos fiéis o banquete da Páscoa. Presidindo o povo na caridade, eles o alimentam com vossa palavra e o restauram com vossos sacramentos.

Dando a vida por vós e pela salvação de todos, procuram assemelhar-se cada vez mais ao próprio Cristo, testemunhando, constantes, a fidelidade e o amor para convosco. Por essa razão, com os anjos do céu e com as mulheres e os homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos, jubilosos, a vossa glória, cantando:
Ass: Santo, Santo, Santo o Senhor é Santo! Bendito o que vem, em nome do Senhor! Hosana nas Alturas, bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas Alturas!

ORÇÃO EUCARÍSTICA III.

XLII. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres: Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.
Ass: Santificai e Reuni o vosso povo!

XLIII. Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Pres: Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, a fim de que se tornem o Corpo + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.
Ass: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

XLIV. Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres: Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos. 
XLV. Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.
XLVI. Prossegue-se. 
Pres: Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos.
XLVII. Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

XLVIII. Em seguida diz:
Pres: Eis o mistério da Fé!
Ass: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

XLIX. De braços abertos, prossegue-se: 
Pres: Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.
Ass: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres: Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
Ass: Fazei de nós, um só corpo em um só espírito!

1C: Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a virgem Maria, mãe de Deus, são José, seu esposo, os vossos apóstolos e mártires, São João Maria Vianney e São Sebastião de todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.
Ass: Fazei de nós um só corpo e um só espírito.

2C: E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o papa João II, o nosso bispo Ernos Novak e o vosso servo Arthony Fernando que hoje ordenastes como pastor da Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro, com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.
Ass: Lembrai-vos ó pai da nossa Igreja!

2C: Atendei as preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.
Ass: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos.

3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, 
Une as mãos.
Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: A todos saciai com vossa glória!

L: Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Ass: Amém!

RITO DA COMUNHÃO.
LI. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres:  Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

LII. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

LIII.  O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.

105.O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass: O amor de Cristo nos uniu.

FRAÇÃO DO PÃO

LIV. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

Ass: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

LV. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
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ET AGNUS DEI

LVIO sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO.

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.

LVII. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
Diác: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Ass: Amém.

O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

LVIII. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

LIX. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

LX. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

LX. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

DEPOIS DA COMUNHÃO.

LXI. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Nós vos pedimos, Senhor, fazei agir em nós a força plena da vossa misericórdia, e concedei, propício, vivermos de tal modo que em tudo possamos agradar-vos. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.

TE DEUM.

LXII. Terminada a Oração depois da comunhão, canta-se o hino "Te Deum, laudamus" (A vós, ó Deus), ou outro hino correspondente, conforme os costumes do lugar. Enquanto isso o Bispo ordenado, de mitra e báculo, é conduzido pela igreja pelos Bispo co-ordenantes principais, dando a benção a todos.

Ass: Te Deum laudamus: te Dominum confitemur. Te æternum Patrem omnis terra veneratur. Tibi omnes Angeli; tibi cæli et universæ Potestates; Tibi Cherubim et Seraphim incessabili voce proclamant: Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt cæli et terra maiestatis gloriæ tuæ

Te gloriosus Apostolorum chorus, Te Prophetarum laudabilis numerus, Te Martyrum candidatus laudat exercitus. Te per orbem terrarum sancta confitetur Ecclesia, Patrem immensæ maiestatis:

Venerandum tuum verum et unicum Filium; Sanctum quoque Paraclitum Spiritum. 
Tu Rex gloriae, Christe. Tu Patris sempiternus es Filius. Tu ad liberandum Suscepturus hominem, non horruisti Virginis uterum.

Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus regna caelorum. Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris. Iudex crederis esse venturus.

Te ergo quaesumus, tuis famulis subveni: quos pretioso sanguine redemisti.
Aeterna fac cum sanctis tuis in gloria numerari. Salvum fac populum tuum, Domine, et benedic hereditati tuae.  Et rege eos, et extolle illos usque in aeternum. Per singulos dies benedicimus te; Et laudamus Nomen tuum in saeculum, et in saeculum saeculi. Dignare, Domine, die isto sine peccato nos custodire. Miserere nostri Domine, miserere nostri. Fiat misericordia tua, Domine, super nos, quemadmodum speravimus in te.

In te, Domine, speravi: non confundar in aeternum.

ALOCUÇÃO AO POVO

LXIII. Após o hino, o ordenado, de pé, junto ao altar ou se estiver na sua catedral, à cátedra, de mitra e báculo, pode dirigir breve alocução ao povo.

BENÇÃO SOLENE

LXIV. O Bispo que presidiu a Liturgia eucarística dá a bênção,

Se a bênção for dada pelo Ordenado, profere a seguinte bênção:

Se a bênção for dada pelo ordenante principal, o ordenado ajoelha-se em sua frente, e o ordenante profere a bênção:

LXV. O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.

O diácono diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.

O bispo ordenante estende as mãos:
Pres: Que Deus te abençoe e te guarde, e assim como de fez pontífice de seu povo, conceda-te ser feliz nesta vida e participar da eterna felicidade.
Ass: Amém.

Pres: Conceda-te governar com êxito, por muitos anos, com sua graça e tua solicitude, o clero e o povo que ele reuniu.
Ass: Amém.

Pres: Obedecendo aos preceitos divinos, livres de todas adversidades e enriquecidos de todos os bens, e seguindo a tua orientação, gozem de paz neste mundo e mereçam reunir-se contigo na comunidade dos santos.
Ass: Amém.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito + Santo.
Ass: Amém.

LXVI. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass: Graças a Deus.

LXVII. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.

Caso ocorra ainda alguma ação litúrgica omite-se o rito de despedida.